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blogue editado por José Marques Mendes e Luís Luz

22 de março de 2012

Comunicação Interna - Parte 1

Comunicação interna é uma ferramenta e não um resultado.
O enfoque não é fazer um Plano de Comunicação Interna por si só mas sim, utilizar a comunicação interna para conseguir os objectivos em linha com a estratégia da empresa.

Fazer querer aos outros do que achamos que deve ser feito para melhorar.
Quando os colaboradores se queixam da comunicação interna não quer dizer exactamente isso porque, muitas vezes, nem sequer sabem o que é a comunicação interna. Queixam-se que a empresa não ouve e que não se sentem implicados no projecto de empresa. Esta questão não é comunicação interna. É algo mais porém, a comunicação interna pode ajudar a minimizar.

As empresas não têm problemas de comunicação interna. Têm sim problemas em conseguir implicar os trabalhadores na conquista dos resultados. A comunicação interna não é um fim mas sim um meio; uma ferramenta. Por isso, o responsável pela comunicação interna e o próprio Plano, devem estar alinhados com a estratégia e seus objectivos.

Comunicação interna não deve existir para motivar. Um dia que a realidade seja má, este objectivo será frustrante porque não altera. Comunicação interna é para informar e não deixar as pessoas sem conhecimento interno.

Para orientar a comunicação interna devemos fazer a pergunta:
Que pode fazer a comunicação interna para melhorar o desempenho dos trabalhadores e como tal melhorar os resultados?
A essência não é a insatisfação das pessoas com a comunicação interna mas como esta pode afectar o desempenho.

Não se deve fazer um plano de comunicação interna porque nos deixam ou porque nos pedem. É preciso acreditar nele. Todos e desde o topo. Aliás, são estes os principais prevaricadores.
A comunicação interna tem que ser assumida pelo topo da organização no sentido de informar. A gestão de topo tem como principal responsabilidade saber estar para comunicar quando as coisas não estão bem. Não ter receio à “conferência de imprensa” interna.

Quando vejo que uma organização não aposta na comunicação interna e a liderança foge ao embate com as equipas, então concluo facilmente que a liderança é pobre.

José Marques Mendes

4 de março de 2012

Um líder que trabalha que nem um louco será despedido.

Um líder que trabalha que nem um louco será despedido, mais cedo ou mais tarde. Registem.
O tempo não pára. O dia mantém a mesma dimensão das 24 horas e continuamos a precisar de comer e dormir.
Para além disso, vai-se crescendo e com isso aumentam-se os compromissos de família. Mais tempo para todos estes.

Estas são trivialidades do dia-a-dia mas que, aparentemente, são um entrave ao equilíbrio pessoal.
Um entrave porque as prioridades parecem ser outras. Dedicamo-nos ao trabalho de uma forma que parece não haver mundo. Não haver amanhã.
Pode até nem ser um sacrifício porque muita gente adora trabalhar. Por exemplo eu que, embora não sendo um workaholic, adoro trabalhar. Ainda por cima me pagam para fazer o que gosto.
Estarei entre o hábito forte e o vício controlado.

A entrega ao trabalho pode ser com paixão mas também por carreira e ascensão.
A entrega ao trabalho pode ser simplesmente para empreender.
Mais poder, mais dinheiro, mais responsabilidade, mais stress, menos tempo, menos família, menos nós, mais perigo, mais desgaste, mais frustração e, normalmente, esta sequência termina em mau desempenho e despedimento.

E as pessoas dizem: afinal...tanta coisa para nada! Eu dedicava-me tanto.
Aliás, os colegas dizem: trabalhava incansavelmente.

Quantos já se deram conta de que há pessoas totalmente desoladas porque se entregavam tanto a uma empresa ou função e acabaram dispensadas?

Acontece imenso.
Why?
Porque as pessoas não se preparam. Nem com formação mas, essencialmente, em organização pessoal.
Acham que trabalhar muito é que dará o sucesso.
Desenganem-se.

Next....umas dicas sobre organização pessoal sem que tenham de comprar um livro.
- Usar sempre uma agenda. Nada de post its nem memória.
- Marcar na agenda os tempos para tudo. Seja assuntos profissionais sejam pessoais.

And, the last but not the least, marcar na agenda os tempos em que não vai fazer nada. Literalmente nada. Assim, quando chegar a esse momento, fará qualquer coisa por si.
Easy.
José Marques Mendes

14 de fevereiro de 2012

Hoje e Eu

Estamos numa fase muito difícil.
O país está para esquecer.
As empresas neste país, grande maioria, estão para esquecer.
Muitas pessoas, nessas empresas, têm crises pessoais para esquecer.

Do particular para o todo, a visão não é boa.
Do todo para o particular, parecemos pequenos e indefesos.
É natural que as pessoas sintam um mal-estar e uma angústia tremenda.

Olhamos para o país e entristecemos.
Olhamos para o trabalho e desmotivamos.
Olhamos para nós e não nos gostamos.

É URGENTE fazer alguma coisa. Reagir.
Inspirado por uma conversa amiga de há dias, deixo uma dica que considero das mais importantes que manifestei até agora.
É séria, honesta, sincera e com muito de mim.

Não olhemos para o país.
Não olhemos tanto para a empresa.
Desfocalizemos do dia-a-dia e olhemos mais para nós.
Não é egoísmo nem individualismo, ainda que pareça.

Há que reagir prestando mais atenção a nós mesmos.
Façamos algo por nós. Nós somos um corpo e muito mais.
Nós somos amigos. Somos família. Somos entretenimento.
Somos gargalhadas. Somos correr, andar e passear.
Somos ler. Somos escrever. Somos pensar e divagar.

Nós não somos só trabalho.
Somos viajar. Somos dormir e sonhar.
Somos beleza, estética e bem-estar.
Somos desporto. Somos comer e beber.

Somos filantropos. Somos ajuda.
Somo carinho. Somos médicos de nós.

Cuidemos das nossas relações.
Telefonemos a um amigo. Marquemos um jantar ou passeio.
Busquemos o filme que queríamos. Compremos o livro.
Lembremos amizades. Construamos ideias.

Falemos mais com a mulher. Com o marido.
Oiçamos mais os pais, os filhos.
Comuniquemos com os ouvidos e com os olhos.

Não sejamos tão ativos e acelerados.

Somos muito mais do que o que julgamos.
Somos muito para além de Portugal e do trabalho.
Puxemos por nós e desfocalizemos do quotidiano.

Façamos algo por nós.

Não oiçam os noticiários. Atrofiam.
Não esperem pelo país, governo ou empresas.
Não esperem.
Avancem por conta própria.
José Marques Mendes

10 de fevereiro de 2012

INVESTIR...no orgulho

Há dias, ao escrever sobre o futuro, nomeadamente chamando a atenção para o que fazemos hoje de grandioso, que nos projete no futuro e encha de orgulho os nossos descendentes, dava duas sugestões:

·         Investir o que não temos.
·         Ir além de nós mesmos.


É sobre isso que me estendo, hoje, neste texto.
Nos dias que correm, sugerir investir para além do que se tem parece estupido e irresponsável porém, insisto e explico.

As duas sugestões são as faces da mesma moeda.
Há uma tendência para dar 100 só quando se tem 200. A velha máxima de que ninguém dá nada a ninguém está muito enraizada.
Quem tem 100, não dá nada porque diz que só tem 100.
Pois bem, dinheiros há parte e cada um faz o que quiser das suas economias, esforce-se por ir mais além do que dar dinheiro.

É a isso que me refiro.

Investir, não numa perspetiva de dinheiro e função da posse de dinheiro mas sim, dedicação.
Ir para além de nós é fazer algo pelos outros.
Investir o que não se tem e ir além de nós mesmos, é ajudar quem está pior que nós, independentemente do bem ou mal que estamos a fazer.

Ajudar é simplesmente ajudar.

Mesmo quem está mal, seguramente se cruzará com quem está pior.
Deixar-se levar pela paixão e entusiasmo em obras sociais e intervir desinteressadamente.
Apoiar iniciativas dos outros sem o “bota abaixo” só porque não foi sugestão sua.

Hoje toca-nos ajudar. Amanhã há de tocar-nos outra coisa qualquer!
Afinal, a vida tem um fim e é igual para todos!

É usual dizer que liderar é tomar decisões dificeis. Pois bem, os líderes que tomem a decisão mais séria de todas se querem merecer esse título:
decidam ajudar sem pensar.

José Marques Mendes

29 de janeiro de 2012

A minha empreitada - 1ano

Foi há um ano que decidi começar a escrever neste espaço e envolver outros protagonistas. Dizia o meu mentor, na altura, que eu me estava a meter numa tarefa herculeana. Não o escrever meia dúzia de coisas mas sim, manter este espaço ativo.
Enfim, cá estou mas... ele tinha razão. Este passou a ser o meu terceiro grande desafio de vida, depois de ser um bom profissional e uma boa pessoa.

Quando me lancei nisto foi com três grandes vontades:
- que a liderança fosse democratizada, sendo comentada em várias vertentes e por várias pessoas.
- que outras pessoas quisessem escrever sobre o tema, direta ou indiretamente.
- simplesmente, escrever. Mesmo que ninguém leia.
Não sei se fui bem sucedido mas, em boa verdade, cá ando. Mantenho-me de pé e com vontade de continuar.

Se calhar não durarei muito mas, a um ano cheguei.
Cheguei com mais de 5500 visualizações, numa média de 15 por dia.
Foram 51 publicações, numa média de 4 por mês.

Um abraço especial aos leitores que fizeram 22 comentários.
Um obrigado intenso aos 9 ilustres autores que alinharam nesta onda.

Lembrando o top five:

Liderar é uma arte?
182 Visualizações
Afinal, a Liderança é inata ou é aprendida?
146 Visualizações
RH: Os Activos Tóxicos
112 Visualizações
A vida não é uma m...! Não desesperem.
108 Visualizações
Ai a minha vida...stressante
95 Visualizações
 
E assim fecho este ciclo, na esperança de que quem tiver vontade de ver o seu texto publicado neste blogue, tenha a simpatia de mo enviar.
Irei adorar!
José Miguel MM

7 de janeiro de 2012

Mais emoção por menos dinheiro

Aqui vai um desafio para 2012.
Terminamos as fases de celebração; Natal, Mudança de Ano, Janeiras.
Ao longo do ano celebramos muitas coisas, como por exemplo, o nosso aniversário. Celebramos momentos aos quais atribuímos imensa importância.
De certa maneira celebramos o facto de estarmos vivos.


Como já todos ouvimos dizer um dia – Quem não é para comer não é para trabalhar.
Pois eu, transportando essa expressão para os dias de hoje diria - Quem não é para celebrar não é para trabalhar.

No Natal, celebra-se o ser uma família. As empresas celebram o ser uma organização, os amigos celebram a sua fraternidade. Na Mudança de Ano celebra-se a esperança de melhores dias.
Enfim, celebra-se porque se está vivo e com isso animamos a vida.
No dia de Aniversário celebramos o ter vivido mais um ano. Mas não deveríamos celebrar apenas mais um ano. Deveríamos celebrar mais um mês a cada mês que passa. Celebrar mais um dia, mais uma hora, mais um minuto.

Todos os dias de manhã ao levantar deveríamos celebrar a oportunidade para viver mais um dia. Ter mais um dia para fazer coisas.
Ao chegar a casa à noite, celebrar a oportunidade para estar de novo com quem gostamos.
Deveríamos celebrar o ter dinheiro no bolso para comer, dar coisas aos nossos filhos, satisfazer um capricho.

Deveremos celebrar todos os momentos de todos os dias.
Como se faz isso?
Com um sorriso. Com boa disposição.
Com disponibilidade para ajudar os outros.
Agradar aos que nos rodeiam. Não sermos inertes e inócuos na ação.
Fazendo o que tem que ser feito mas, fazendo bem.
Fazendo bem mas, emocionalmente falando, fazendo bem aos outros, fazendo bem a nós mesmos.

Não percamos a oportunidade de ter um 2012 melhor. Diferente.
Emoções não pagam impostos, taxas e até estão imunes à “troika”. Depende só de nós. Da nossa capacidade de ir ao fundo do estômago buscas energias, entusiasmo e muito altruísmo.

É uma forma de valorizarmos a nossa própria vida e a nossa existência.
Mais emoção para menos dinheiro.
Os planos de austeridade vão e vêm mas a vida…só vai. Já não vem. Temos que a aproveitar.
Feliz 2012.
José Marques Mendes

3 de dezembro de 2011

É a Vida!

Costumamos dizer que este é um período de reflexão. Época de natal, amigos, família e boas atitudes. Pois bem, poucas palavras e mais atitude.
Daí que, este será o meu último texto de 2011.
Faço no mesmo enquadramento da liderança mas, estimulando a reflexão na fase que atravessamos.

Muitos de nós dizemos que Jesus foi um líder. Independentemente da religião e crenças de cada um, esta afirmação é pacífica. Aceitá-la não levanta grandes ondas.
Pode-se acreditar mais ou menos no que fez, pode-se seguir mais ou menos as suas mensagens, pode-se crer ou não mas, em boa verdade, Jesus liderou porque através das ações, palavras e decisões, muitos o seguiram fielmente.
É disso que se trata a liderança. Qualquer outra liderança não é sustentável.

Pois bem…Jesus morreu na cruz. O líder não foi assassinado; pior, foi torturado até à morte.
Como é possível que alguém, jovem, entusiasta, mensageiro, praticante do bem, seja eliminado tão cruelmente?
É que Jesus despertou Noutros a inveja e a raiva. Jesus desesperou Outros que queriam o seu espaço e protagonismo sem saber como. Jesus liderava enquanto Outros mandavam. Jesus ajudava enquanto Outros exerciam o poder.
No seu percurso de liderança, Jesus, que vivia das suas boas intenções, não era entendido por muitos Outros. Estes outros só admitiam uma forma de resolver o futuro: aniquilá-lo.

Por isso devemos estar preparados para os Outros. Não nos comparando a este líder, dada a sua dimensão de boas intenções, fazemos muitas coisas boas pelos outros, pelas organizações e pela humanidade. É certo porém que, mesmo agindo bem, muitos Outros não conseguem aceitar a nossa existência. A coexistência.
Nas relações diárias, das empresas e fora delas, há os que não aguentam conviver connosco. A nossa liderança perturba, incomoda, desperta invejas e raivas.

Muita atenção porque isso, muitas vezes, não se nota. Vive-se e convive-se enganado. Se fosse evidente conseguiríamos compensar e combater. Jesus teve que ser enganado.

Meus caros companheiros de leitura,
A minha mensagem vai para a necessidade de estarmos preparados para as grandes consequência do “fazer bem”. O “fazer bem” tem efeitos colaterais. Aceitemos isso e estejamos preparados.

É a vida.
Que alguém os perdoe porque, por vezes, não sabem o que fazem.
José Marques Mendes

11 de novembro de 2011

A vida não é uma m...! Não desesperem.

Não desesperem. Preparem-se para tudo mas não desesperem.
Este é o sentimento com que me levantei hoje. Senti vontade de deixar umas quantas palavras de alento a todos aqueles que, estão no desemprego ou a caminho dele.

O momento é de muita tensão! Não há dúvida.
Estão desempregados ou próximo disso e as perspectivas são péssimas. O orçamento para 2012, o nível de desemprego, a falta de dinheiro, a estabilidade familiar que se perdeu, os conflitos em casa aumentar, as ansiedades a dominar a noite, a perda de confiança em si mesmo, suores frios, falta de paciência para os filhos, a ausência de entusiasmo para fazer um fim-de-semana diferente. Que vida!

Enfim…há dúvidas sobre porquê estar-se vivo.
Esta é a maior estupidez.
Não se está vivo para ganhar dinheiro. Para se ficar rico.
Está-se vivo porque se nasceu e nasceu-se porque alguém o desejou. Alguém desejou que nascêssemos. Espetacular. Não tínhamos consciência que já nos desejavam e ainda não éramos nada.
Com todo esse propósito e ousadia de vida dos nossos pais, como podemos descontentar-nos com a vida só porque o orçamento é mau e a crise não atenua?

A vida que temos não é para ganhar dinheiro ou ficar rico.
A vida que temos é para ser vivida como quisermos, desejarmos e podermos.
A vida pode ser imensas coisas e, infelizmente, para muitos, é apenas para ganhar dinheiro.
Essas crias vão acabar mal, mais cedo ou mais tarde. Nós sabemos. Se não for nesta geração…é noutra.

Aos que precisam do dinheiro, não para viver mas para sobreviver, desejo-lhes que consigam ver para além disso. Vejam-se a si e o que sabem fazer. Não pensem no emprego mas sim no que conseguem fazer. Não pensem na crise mas no que podem inventar.
O tempo é de olharmos para as nossas capacidades e potencial e não olharmos para as ofertas de emprego.

Parece um paradoxo mas eu acredito nisto.
O tema não é: Onde está um emprego?
O tema é: O que eu vou fazer por mim, porque serei capaz disso.

Porque eu gosto de abraços em momentos chave, deixo um forte abraço a todos com os votos de que discordem de mim se acharem bem.
Discordem destas palavras porque sei que ao discordarem foram obrigados a pensar e, se pensam logo existem – como diz o filósofo.
E porque existem, já agora valorizem essa existência.

José Marques Mendes

29 de outubro de 2011

EU, líder

Liderar é motivar a que se empregue o talento na busca efectiva de algo. Por isso, aplica-se a toda a gente. A liderança deve ser conquistada todos os dias. Deve tornar-se uma maneira contínua de pensar e de estar, independentemente do nível ou do cargo que se ocupa. A liderança deve ser uma missão de vida para a maioria e não apenas para alguns. Para todos, sem excepção. Para os de topo, para as bases, para os não diplomados, para os assessores, para os consultores, para os pais, treinadores, jogadores, balconistas, mecânicos, motoristas, políticos, electricistas, canalizadores, todos, todos devem colocar-se na liderança da sua própria vida e traçar para si, a melhor maneira de influenciar, pelo bem, a sua conduta. Assim estará a servir-se a si e à comunidade.
Easy.
Deixo umas dicas para facilitar a descoberta do “eu líder”. You can.
1.Identifique as competências pessoais e habilidades individuais, de forma a orientar efectivamente a energia e trabalho.
2.Aperceba-se do impacto dos seus comportamentos sobre os outros.
3.Mantenha o foco no que quer conseguir, estabelecendo as prioridades correctas e adoptando os mais elevados padrões de conduta.
4.Tenha as ideias claras, quer para si quer para os que dependem directamente de si. Não esquecer - ” keep it simple”
5.Envolva os que dependem directamente de si no processo de tomada de decisão, criando um ambiente integrador e de decisão. Estando consciente de que o consenso nem sempre é possível.
6.Seja corajoso e queira correr (alguns) riscos. Não há caminhos totalmente seguros. Para uma opção que faça, tenha sempre um plano B..próximo do A. Esta é a forma de correr riscos sem catástrofes.
7.Seja comunicativo consigo mesmo. Fale a si, sobre si. Em alta voz ou em reflexão metódica. Dê ouvidos e ouça as coisas que diz sobre si que estão mal. Você poderá ajudar-se muito se se deixar ouvir. O que os outros dizem sobre si é um bom feedback mas, melhor mesmo, é o que diz sobre si. Preste-se atenção.
8.Gerir a mudança interna antecipando-a, tomando iniciativas que contribuam para a melhoria continua. Se não se acha bem…mude-se. É uma “verdade de La Palisse”
José Marques Mendes

21 de outubro de 2011

Soraya Patrício

Um pedreiro estava pronto para se aposentar. Ele informou o chefe, do seu desejo de se aposentar e passar mais tempo com a  família.
A empresa não seria muito afectada pela saída do pedreiro, mas o chefe estava triste em ver um bom funcionário sair e pediu ao pedreiro para trabalhar num último projecto, como um favor. O pedreiro não gostou, mas acabou por concordar.
Foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a ideia. Assim, ele prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados.
Quando o pedreiro acabou, o chefe foi fazer a inspecção da casa construída. Depois de inspeccioná-la, deu a chave da casa ao pedreiro e disse:

- "Esta é a sua casa. Ela é o meu presente para você".

O pedreiro ficou muito surpreendido. Que pena! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito tudo diferente....

O mesmo acontece connosco...
Nós construímos a nossa vida, um dia de cada vez e muitas vezes fazendo menos que o melhor possível na sua construção. Depois, com surpresa, descobrimos que precisamos viver na casa que nós construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente. Mas, não podemos voltar atrás!

Tu és o pedreiro.
Todos os  dias martelas pregos, ajustas tábuas e constróis paredes.
Alguém já disse que "A vida é um projecto que tu vais construindo".
Tuas atitudes e escolhas de hoje estão a  construir a "casa" em que vais morar amanhã. 

Portanto constrói  a tua vida pessoal e profissional com sabedoria!

Soraya Patrício

1 de outubro de 2011

Inteligência Emocional

Podemos dizer que somos o que falamos. O que falamos connosco. Sistematicamente ao longo dos dias, semanas, meses, anos, vamos falando interiormente sobre as situações da vida e muito tendencialmente deixamo-nos levar pelas coisas más. Acontece frequentemente que a nossa mente é absorvida pelas coisas menos boas da vida e, sem grande esforço, o que estamos a dizer a nós mesmos são preocupações, negativismos, imagens cinzentas, muitas negras e, como somos o que falamos, não temos alternativa: somos o que não queremos ser e que não gostamos de ser.

Se considerarmos que a vida é limitada, que tem um fim e que alternativa não há, porque nos vamos preocupar com ela. É verdade. Devemos estar ocupados mas não preocupados. Viver mas não sobreviver. Levantar cada dia com vontade de o passar melhor ou, pelo menos, igual que o anterior.

Esta é a forma individual de carregar baterias para viver com alegria, soltar as convicções e colocar uma expressão corporal que transmita felicidade. Vestir de manhã a roupa que mais gostamos, vestir coisas menos escuras, menos indiferentes, mais vivas. Se ainda assim não estamos bem, comprar algo que nos apeteça muito e satisfazer algum desejo próprio.

E assim estaríamos mais contentes connosco. Mais activos e menos reactivos.

Mas… existem outros seres que nos rodeiam e connosco interferem…emocionalmente. Existem outros que, decididamente, a alegria e a boa forma de estar na vida não vai com eles.
São pessoas que existem para amargurar a sociedade em geral e os que estão próximos em particular.
São pessoas que são biologicamente assim ou seja, casos perdidos. Não têm alternativa. Já não mudam.

Está cientificamente estudado que as crianças até aos 7 anos assimilam tudo o que vêem e imitam os que as rodeias. A afectividade nesta idade é fundamental para o futuro e os que foram menos afortunados em afecto, terão uma vida mais racional e menos emocional. Os mesmos estudos indicam que os que se desenvolveram em atmosferas de afecto, uma vez adultos dominam melhor as emoções e conseguem estar em equilíbrio entre o racional e o emotivo. Quem não teve e como tal não domina as emoções, adopta em adulto uma atitude sempre racional. Para ele é mais fácil ser matemático, cientifico, pragmático e como muitas vezes dizemos… quadrados.

Esta forma de ser é frequentemente negativa porque, quando na matemática o resultado é menor que zero alguma conclusão há que tirar. Estas pessoas são iguais. As pequenas coisas negativas da vida como, engarrafamentos, céu nublado, a equipa de futebol que não ganhou, o filho que asneirou, o euromilhões que não deu, o colega que progrediu, etc, passam a ser um conjunto de valores menores que zero e o resultado global é estarem amargados, insatisfeitos e com vontade de impedir a alegria dos outros. Começam a queixar-se da vida e das coisas que estão mal. Não só as matematicamente más mas, começa a convencer-se e a convencer os que o rodeiam que está tudo mal.

Todos sabemos que quando numa cesta existe uma maça podre, o resultado ao fim de uns dias é que estejam umas quantas podres e se não se fizer nada… apodrecerão todas. Todas perderão a sua beleza e serão deitadas fora.

Connosco é igual. Se na sociedade em geral e nas empresas em particular não conseguirmos isolar as maças podres, todos serão contaminados. Ao fim de um tempo será uma organização negativa, cinzenta e sem vontade própria. Será uma organização que pelo simples facto de ser segunda-feira já está incomodada. Uma organização em que os amargurados vão todos tomar café juntos e os que ainda não estão contaminados, estão só. Mas também será por pouco tempo. Os amargurados conseguirão motivá-lo para as más causas.

Por tudo o anterior, é fundamental ter consciência da existência dessas pessoas e mantermo-nos à margem. Elas dificilmente mudarão e será uma causa perdida fazer alguma coisa por eles. A questão é como imaginávamos antes. Cada um terá que fazer por si o que de melhor quer para si. Não é que percamos o sentido de ajudar a sociedade mas sim, tentar alterar o temperamento ignorante de uma pessoa negativa é uma causa inútil. É melhor desistir. Cada um tem de cuidar de si, motivar-se, crer, ter valores, actuar e preparar-se para ter êxito. Sim… que as expectativas de cada um seja ter êxito. Anular os pensamentos negativos e imaginar as coisas boas que nos podem acontecer. As coisas más pegam-se como as maças. As boas também mas com mais dificuldade pelo que, deve-se praticar sempre imagens positivas e as coisas positivas acontecerão.

Não façam nada pelos que têm mau temperamento. Isolem-nos e deixem que se apercebam que na organizações estão sós. Eles têm que ficar sós. Se algum dia se arrependerem de estar sós, deixar-se-ão contaminar pela energia positiva que terão os outros e a quantidade de maças podres de uma organização terá tendência a diminuir. Será uma organização melhor e cada um de nós estará melhor consigo próprio.
Com o tempo, a cultura da organização terá defesas naturais e rejeitará estes "corpos".
Não parece complicado levar uma vida mais fácil...se for positivo!!!

José Marques Mendes

25 de setembro de 2011

Carlos Morais Neves

A ideia antiga de chefe vs subordinado está estafada e ultrapassada. Actualmente podemos considerar, sem desprimor, que a chefia (líder) não tem respostas para tudo pelo que, deve dar autonomia ao subordinado para ter ideias, as expor e, na sua escala de responsabilidades, as pôr em prática. Evidentemente com supervisão.
Eu já trabalho assim há muitos anos e na minha actividade nem havia tempo para ser doutra forma, provocando-se assim uma maior automotivação em quem faz.

Por outro lado a avaliação deverá ser levada a cabo pelo atingido e não pelo que se pretendia atingir.
Nesta perspectiva, o líder deverá mais ser uma bússola com três vertentes muito importantes: Mudar, Valorizar e Energizar. Em termos químicos, um excicador.

Sob esta visão o líder deverá ser aquele que acredita até ao fim mesmo quando os subordinados estão a desacreditar.
Desta forma também é mais importante que o líder, quando não pode ajudar pelo menos que não dificulte.
Carlos Manuel MN

19 de setembro de 2011

O Espaço...no Tempo certo

O espaço é importante para o líder. Diz-se que liderar é um estado isolado. Não pelas pessoas, porque normalmente existem equipas envolvidas, mas sim um estado mental. Quem lidera tem de ter a lucidez de antecipar decisões, ver rumos e fazer opções. Para isso é necessário reflectir. Isso requer tempo e, desde logo, é necessário parar.
Mas mais do que o tempo é necessário cuidar o espaço. O espaço porque as coisas não acontecem em qualquer lado e de qualquer forma. Parar mas acima de tudo escolher onde parar.

Um dos sítios que é uma opção para muita gente é a igreja. Não propriamente quando se vai a uma cerimónia ou com a regularidade de uma missa semanal. Pode ser mas também pode ser uma opção ocasional. Decidir entrar numa igreja para parar e reflectir. Não necessariamente rezar. Não é disso que se trata. Trata-se de um ambiente para reflectir e decidir para dentro.
Daí que, para além da igreja, pode fazer sentido um jardim público, uma margem de um rio, uma ida ao cinema, um passeio, conduzir, etc, etc. Desde que se respeite o espaço que escolhe, está perfeito. Desde que se sinta o espaço e seja inspirador, perfeito.

Muitas vezes paramos, pensamos, reflectimos mas não sai nada. Damos voltas e voltas e as preocupações mantêm-se inalteradas e sem solução aparente. Tempo perdido. Deu para pouco ou pouco mais que nada.

Então, porquê o bloqueio? O espaço. Parou-se mas não se teve em conta o espaço.

Todos os que temos de fazer opções na vida profissional e pessoal, quer sejam profundas quer sejam superficiais, devemos ter em conta que as coisas não acontecem por acaso. É preciso “reunirmo-nos” no espaço certo. No espaço que “mexe” connosco, que nos inspira.
Em liderança a solução vem de dentro de si mesmo. Emerge estrondosamente. Para tal e depois de muitos inputs, o líder precisa de processar para decidir. Liderar requer uma procura permanente do equilíbrio: tempo e espaço.

José Marques Mendes

14 de setembro de 2011

Teodorico Pais - A longevidade na mesma organização...

A longevidade nas organizações é um valor acrescentado ou um factor de desmotivação?

Aceitei o desafio de escrever e partilhar algumas ideias que considero interessantes para o blog “ liderança sem diploma”.

O tema que serviu de mote para o inicio da minha participação é um tema algo controverso e discutido nas organizações como estratégia de ocupação de lugares de referência e está relacionado com a experiência no negócio numa mesma organização.

Trabalho na mesma organização há cerca de 15 anos e questiono-me muitas vezes se este facto contribui positivamente ou não para a organização e para a motivação pessoal/profissional. Numa análise mais elementar demonstra-se que a permanência numa mesma organização durante muito tempo é sempre mais fácil desembocar na situação perigosa de conformismo e conforto, com perda de capacidade crítica e analítica.

Conhecer aparentemente bem o negócio, as pessoas e os processos pode constituir uma vantagem competitiva mas em simultâneo ser um elemento indutor de perda de capacidade de visão, inovação e pensamento “out of the box”. Pelo contrário, uma mudança de negócio e/ou de área de actividade, de acordo com um plano de carreira pré-determinado é naturalmente um elemento que induz motivação e maior dinâmica pessoal, normalmente útil para a evolução profissional e para um maior enriquecimento de conteúdo. Por outro lado a visão matricial de outros negócios e a experiência em outros sectores pode, e é normalmente, uma mais-valia para nas decisões de gestão na organização.

Todos sabemos que há organizações multinacionais importantes, que impõe que o preenchimento de determinados lugares de gestão de topo tem que ser efectuados por colaboradores que tenham tido um processo evolutivo de progressão de carreira no seio da organização.
Face à lógica do raciocínio anterior questionamos se a especialização, tão desejada nos dias de hoje, e o conhecimento profundo dos negócios são ou não vantagens competitivas capazes de gerar valor para a organização e consequente reconhecimento e motivação individual.

O meu testemunho profissional é sintomático de que é possível encontrar, numa mesma organização, em diferentes fases da carreira, motivação pessoal e simultaneamente contribuir para repensar e reinventar a organização. Procurar oportunidades e estar preparado para a mudança permanente são factores essenciais de orientação.

Após ter percorrido uma carreira na área industrial durante 10 anos, foi fundamental parar e pensar. O MBA, numa fase madura da carreira, foi o drive que faltava. Para se ser líder em uma qualquer organização é necessário perceber o lado do mercado e do cliente. Daí até surgir uma oportunidade na área do Marketing foi um instante. Com determinação e usando os conhecimento básicos adquiridos no MBA na Escola de Gestão do Porto, alcancei posteriormente também a área comercial.

Mais recentemente, e fruto da minha procura incessante, abriram-se as portas para  mais uma fase do percurso profissional, a carreira internacional em Espanha. Encontro-me em Madrid á alguns meses, a liderar o negócio da empresa onde sempre estive e conheço, nas suas diferentes áreas de negócio. É uma experiência importante para quem quer ser líder e assumir o protagonismo e o risco de uma actividade num contexto económico muito complicado.

Obviamente, nada disto é possível se não houver muita força de vencer, competências e um apoio familiar incondicional ao projecto.

Teodorico Pais

9 de setembro de 2011

Liderar e Gerir...não é a mesma coisa!

Não é muito comum dizer-se que se é um Líder. A tendência é para referir-se à função (ser Director disto ou daquilo) ou dizer que se é Gestor. Eu, por exemplo, regularmente me intitulo Gestor de Empresas e não Administrador, ou Director ou Engenheiro, muito menos Líder.

De facto não soava muito bem responder à pergunta sobre o que fazemos:
-Sou líder na empresa XPTO.

O que soa a vaidade ou presunção quando comunicado a alguém, é fundamental quando se assume uma organização. Não nos intitulamos líderes mas devemos ter um comportamento como tal.

Na família, os pais não se intitulam lideres familiares mas, em todo o momento, devem ser uma referência para os filhos, quer enquanto comportamento de vida quer enquanto orientadores. Porém, quer na organização quer na família, existe gestão. Lidera-se e gere-se. É diferente, muito próximo mas acima de tudo, complementar.

Liderar é traçar um rumo, é construir uma motivação, é influenciar os outros a caminhar no mesmo sentido. Transmitir confiança. É servir uma comunidade, uma equipa, a sociedade, enfim, os outros. Está acima da gestão. Não é dissociável de gerir mas apresenta-se com outro elevado grau de responsabilidade. Liderar é trabalhar e ter responsabilidade num campo mais de influência, de referência e que está para além do conhecimento específico da actividade.
Um gestor tem uma responsabilidade mais específica. Um restaurante, uma clínica, uma família, etc, obriga a uma gestão muito específica e de conhecimento. Gerir bem é garantir que os recursos, escassos, sejam suficientes para atingir os resultados. Por exemplo, gerir bem uma empresa é ter os custos controlados, um bom serviço ao cliente e, como resultados, uma boa rentabilidade das vendas. É quase matemático.
Entram recursos por um lado, organizam-se processos, criam-se rotinas, definem-se objectivos e têm-se resultados. Um bom gestor e um mau diferencia-se pela capacidade de conseguir atingir objectivos, pela capacidade de gerir bem os recursos ao seu alcance. Aproveito para dizer que gere-se algo porque não abunda. Escassos recursos que têm de ser rentabilizados.

Liderar é gerir mas com enorme entusiasmo, prazer e até mesmo paixão. Liderar é fazer com que as pessoas que nos rodeiam se identifiquem com o que estão a fazer diariamente. Aliás, isto é quase uma questão de bom senso porque, se vamos todos os dias trabalhar e é no trabalho onde passamos a maior parte do tempo das nossas vidas então, façamo-lo com gosto.
Enquanto líderes, proporcionemos isso às pessoas.
Querer para os outros o que queremos para nós. Se queremos trabalhar com entusiasmo então fazer com que os outros trabalhem com entusiasmo. O entusiasmo do líder vem depois do entusiasmo da sua gente.

Podem existir bons e maus líderes. O mesmo na gestão. Bons e maus. Lidera-se para se tentar fazer a diferença. Ir para além de uma boa gestão. O importante é que exista um bom líder e um bom gestor. É difícil ter-se esta soma porque é raro que uma pessoa seja um bom técnico e um bom motivador. É raro encontrar alguém bom nas duas coisas. É um recurso humano valioso.

E porquê que é difícil ser-se bom nas duas coisas?
Porque, à mesma pessoa, há que somar às características inatas, habilidades comportamentais e conhecimento específico. Ou seja, é preciso que a pessoa se dedique a ser excelente naquilo que faz. Que seja a primeira a tomar a decisão de se desenvolver.
Quantos estamos a tomar essa decisão de fazermos a diferença na nossa vida pessoal e profissional?

José Marques Mendes 

2 de setembro de 2011

Joaquim Romão - Para os momentos de grande expectativa

Estamos a atravessar um período muito difícil, já todos sabemos. O futuro próximo não será mais sorridente. É nestes momentos que, mesmo que por um breve instante, nos atravessa aquele sentimento de “atirar com a toalha ao chão”. Para os que iniciam agora a sua actividade profissional tudo se apresenta mais assustador e impossível de alcançar.

Pois bem, o Miguel Gonçalves, um dos responsáveis do projecto “So you think you can Picth”, no programa Prós e Contras, apresenta uma postura interessante. Falando muito directamente para os jovens profissionais, a sua mensagem serve na perfeição para a generalidade dos que querem verdadeiramente liderar o caminho que trilham.

Já não há espaço nem tempo para esperar sentado à espera de dias melhores. É o momento de ser revolucionário. Continuar a fazer o mesmo de sempre não vai gerar novas oportunidades na nossa empresa. Agarrem-se ao que acreditam e batalhem pelos vossos objectivos. Apresentem propostas de valor e “batam muito punho”, com energia e sagacidade, até conseguirem alcançar o que pretendem. Capitalizem o que já conseguiram até agora na vossa carreira e potenciem o vosso futuro. Aguentem as derrotas e fortaleçam-se com elas.

Vejam e revejam o vídeo do link que anexo até estarem convencidos do percurso que pretendem seguir ou do que querem mudar, seja na vossa empresa ou na vossa vida.
O Video
Joaquim Romão

27 de agosto de 2011

Soraya Patricio - É duro mas... se calhar tem de ser!

Um vídeo referenciado por uma pessoa amiga, puxou pelas minhas raízes.
Sem dúvida uma excelente imagem de Portugal, real e história.

A tristeza vem a seguir. É que o que mais nos caracteriza é o passado.

Agora, cada vez que se faz uma obra só se faz referência ao dinheiro e às derrapagens. Só se faz referência aos interesses e às influências. É o Centro Cultural de Belém, é a Casa da Música, são as pontes sobre o Tejo, enfim, é tudo “num bota à baixo” desgraçado.

Chegou o momento de deixarmos de ser tão mesquinhos.

Interesses, influências, derrapagens, etc, sempre existiram mas, na verdade, os nossos companheiros Portugueses de ontem deixaram obra. E que obra.

Que vamos deixar nós aos nossos filhos e netos?
Como se referirão ao nosso tempo?
Que marcas de hoje vamos deixar nas famílias?
Que marcas de hoje vamos deixar nas povoações?
Que marcas de hoje vamos deixar nas organizações?

Agora somos nós que temos que mostrar que fazemos algo de jeito.
Mas para isso é preciso duas coisas:
  1. Investir arriscando o que por vezes não se tem. É duro.
  2. Parar de olhar para o umbigo e só querer o que é bom para um. É duro.


José Marques Mendes

14 de agosto de 2011

Adriano Campelo (o Tio) - A Trepadeira

Em conversa com um amigo, de baptismo Jorge, companheiro e Amigo de vinte anos de almoços, com desabafos e alguns bafos (de fresco ar), comentava-lhe uma lição que me tinha sido transmitida pelo meu avô Anselmo.

Ainda o inverno, rigoroso, não tinha acabado e uma grande extensão de um muro numa das propriedades tinha desabado. Grande labuta de homens e máquinas se avizinhava, meu avô, quadro dos Caminhos de Ferro no tempo em que o carvão fazia locomoção, com sua estimada boina de tipo Galego, posicionava-se na liderança de tamanha empreitada.
Eu, miúdo de uns treze anos e em férias de carnaval, acompanhava toda aquela agitação e me mantinha em estado eufórico, pensando que era parte da liderança.

Vai que não vai irrompo com uma pergunta:
- Avô, o muro caiu por causa da chuva não foi?
- Na verdade, meu neto, não. O problema foi mesmo daquela planta trepadeira, é uma era. Sabes, este tipo de planta desenvolve-se e entranha-se pelos muros, mas temos que ter muito cuidado como seu crescimento e na verdade eu cometi um erro.

Continuando,
- Sabes qual é um dos principais inimigos dos mergulhadores?
- Eu, na minha tenra ingenuidade digo: é a falta de ar!
- Sim, mas não só!  Existe um molusco marinho, que já ouviste falar, o polvo, para além de ser muito curioso é detentor de poderosos tentáculos que vão aumentando a sua força conforme vão crescendo. Dai os mergulhadores andarem sempre com uma faca para os matar quando são atacados. Ora, a Era é exactamente igual. Se não a cortarmos pela raiz ela um dia fica tão forte que acaba por deitar os muros abaixo. Daí eu te ter dito que a culpa foi minha. E um dia, quando fores grande, vais ver que na vida existem obstáculos que se nos deparam que, tal como a Era e o Polvo, devemos ter cuidado.

Hoje, reconheço que na vida, tal como nas empresas, um líder deve estar atento a tudo o que o rodeia e deve aniquilar todos os “polvos” que se aproximam pois são esses mesmos que se preparam para nos “aniquilar”.

Pseudónimo à memória de meu tio
Adriano Campelo