blogue editado

blogue editado por José Marques Mendes e Luís Luz

23 de abril de 2012

Prestar atenção aos sinais

Será que andamos muito acelerados em busca do trabalho, do dinheiro, da saúde, dos negócios e muito ocupados com o facebook, linkedin, tablet, jornais, televisão que, no meio de tanta informação e conhecimento, não conseguimos antecipar nada?
Esperamos que as notícias e comentadores digam o que vai suceder a breve trecho, em desemprego, impostos, emigração, etc? Esperamos que as chefias no trabalho digam que decisões tomar e que caminho seguir?

Que momento, este!
Existe tanta informação e sabe-se tão pouco sobre o futuro. Será uma vantagem para as mulheres que conseguem apelar à sua intuição feminina e prever, antecipar algo?
Será por isso que começam a tomar mais lugares de liderança nas organizações?
Será que explica o grande ascendente no ambiente familiar?

Nos dias que correm, ainda que ache que sempre foi importante, tentar antecipar acontecimentos e comportamentos pode fazer a diferença. Seja em termos de negócios, decisões no dia-a-dia ou ajustes no nosso temperamento.
As coisas estão a acontecer à nossa volta a uma velocidade impressionante. Existe muita informação, toda a gente comunica com toda a gente, temos ouvidos, vemos e porque sentimos e refletimos, queremos agir mas fica-se confuso e com receios.

E normalmente não é preciso mais informação mas tão-somente prestar atenção aos sinais que vamos recebendo permanentemente. Sinais que são tudo - eventos, pessoas e informação – o que se cruza na nossa vida.

Uma pessoa que me conhece relativamente bem e que me orientou durante uns anos, disse-me um dia:
- O José Miguel decide com pouca informação. Isso é muito bom. Cuide disso.
Com a afirmação tão contundente, esta pessoa ajudou-me imenso no meu autoconhecimento porque passei a prestar muita atenção à minha tendência para decidir com pouca informação.
Assim era e passei a cuidar disso: decidir com pouca informação e a avaliar os desvios à realidade.
Passei a desenvolver esses inputs e a tomá-los como essenciais na gestão das minhas decisões.

E porquê que digo que isto pode fazer a diferença nos dias de hoje?
Se tomamos decisões com pouco informação ganhamos imenso tempo face ao convencional ritmo da informação. Fazemos as coisas acontecerem mais depressa. Se esperamos por ter toda a informação, saber muito mais, então o tempo corre e perdemos competitividade. Tomamos decisões como muitos outros a tomariam. Quando as coisas acontecerem, já as decisões estão tomadas.

É arriscado? É.
Para além disso tem uma enorme chatice. Pode-se ter razão antes do tempo e isso é inexplicável.
Decidir com pouca informação e com atenção aos sinais, aos olhos dos outros gera alguma ansiedade e desconforto porque a incerteza gera ansiedade e desconforto.

Para alguns, a incerteza é paralisante, para outros, é uma forma de estar na vida.
Quem é assim a tomar decisões tem que ter o seu espaço - autonomia e responsabilidade. É uma liderança extremamente proactiva, visionária, arriscada mas entusiasmante.
Mas é extremamente importante em momentos de incerteza como os que atravessamos tanto mais que, existe tanta informação e sabe-se tão pouco sobre o futuro.

José Marques Mendes

10 de abril de 2012

Os ídolos fazem a diferença

É muito normal as pessoas terem um ídolo. Uma referência. Alguém que tomam como um modelo de comportamento.
Claro que é mais vulgar na fase juvenil mas, creio eu, até na fase adulta as pessoas têm ídolos.
Também não é mesmo verdade que os ídolos tendem a ser pessoas do campo artístico ou desportivo. Não é normal ter-se um ídolo político mas, que os há, há. Não é normal ter-se um ídolo nas empresas mas, que os há, há. É mais normal ter na família mas, mesmo assim não é comum.

Tudo isto está muito bem e isto nos deveria fazer refletir.
Não propriamente o facto de termos um ídolo mas, a predisposição para o ter. As pessoas são sensíveis a determinados comportamentos de outros que, por esta e outras razões, o veneram. Querem sentir-se próximas dessa referência e adotam o seu estilo e modo de atuação.
Por vezes apaixonam-se. Bate certo pois muita gente se apaixona pelo trabalho. Põe muita paixão naquilo que faz. Bate certo. Faz sentido.

Ser um ídolo é de enorme responsabilidade mas, ter um ídolo não é menos.
Note-se que quem assume que tem um ídolo está a condicionar-se. Está a identificar-se com algo. Está a assumir que segue e que está disposto a compromissos. Quem assume que tem um ídolo é transparente, até consigo mesmo.
Está a condicionar-se mas também a comprometer-se. Essa é a responsabilidade bonita.
Ter um ídolo é ter estas referências, esta lógica de comportamento e estar preparado para as comparações.
Assumir-se que se é fã deste ou daquele é assumir um compromisso.

É um fenómeno de liderança no mais puro e profundo da sua essência.
Líder é aquele que se torna uma referência e liderados aqueles que o seguem. Não propriamente num caminho, num rumo ou num destino mas, mais sério ainda, em comportamento, estilo e comunicação.
Por isso entendo que vale a pena refletir sobre o facto das pessoas estarem predispostas a ter um ídolo.

Muitos líderes de equipas e organizações deveriam ter essa pretensão. Preocuparem-se com o seu comportamento, forma de comunicação, estilo, forma de acrescentar valor, ser sensível ao meio, cuidar das palavras, criar emoções, proporcionar momentos únicos, fazer vibrar com resultados, ficar triste e alegre quando é para tal, enfim, ser diferente.
As equipas e as organizações passam muito tempo em rotinas e quotidianos acinzentados.
As pessoas passam muito tempo nas empresas e afastadas de quem as emociona.
Os líderes nas organizações deveriam ser mais ídolos. Mais personalizáveis. Mexer mais com as pessoas. Tornar-lhes os dias melhores. Fazê-las esquecer o salário. Que os dias não se notem ao passar. Que as noites fiquem curtas de sono. Que não importe se chove ou faz sol.

Os líderes deveriam tentar tudo isto. Tentar pelo menos.
Tenho para mim que as pessoas estão preparadas para isso. Só é necessário que os lideres se assumam.
Uma das vias para sairmos da crise é que quem lidera torne as coisas diferentes. Torne a vida das pessoas diferente.
Se todos os líderes, numa pirâmide organizacional, tiverem o ambicioso objetivo de não serem “mais um”, as coisas melhoram. Todos criam melhorias porque impactam nas pessoas das suas equipas.

Não será um a puxar mas sim todos a empurrar.

Deixemos de ser cinzentões, acomodados e a pensar no salário, medricas e a pensar no desemprego, passivos e a pensar em ir para casa, desmotivados e a sonhar alto, chefinhos a pensar na cadeira que ocupam, totós e a pensar que a crise vai acabar porque vai.
Na pirâmide organizacional os líderes têm de tentar ganhar fãs. As suas equipas são potenciais fãs. Ambicionem isso mesmo que não consigam lá chegar. Mesmo que não cheguem a atingir esse estatuto interno, acreditem que muito evoluíram e muito proporcionaram de diferentes às pessoas.

A vida vale a pena por isso. Pelo que se consegue mas muito pelo que se tenta conseguir.
José Marques Mendes

1 de abril de 2012

Líderes sem berço

Há alguns anos atrás, ainda eu no início de carreira, sou promovido a Assessor do Diretor Industrial. Na altura, 1998, era um passo muito sério na vida da empresa na minha. Lembro-me do preocupado que estava. Assustado não era bem o caso porque nunca chego a tanto mas, perguntava-me se “eles” tinham a certeza do que estavam a fazer. Promover-me a cargo tão sério.

Nesse momento vivia um misto de entusiasmo e angústia. Queremos mas tememos. Nunca sabemos se estamos a ser promovidos ao nosso nível de incompetência.

É nessa turbulência de emoções que se cruza comigo no corredor um diretor da “velha guarda”, talvez o mais antigo do grupo, diretor de compras, e me felicita pela promoção ao novo cargo.
Eu, ainda inseguro sobre que níveis de entusiasmo apresentar, repondo algo do género:
-vamos ver como me “safo”, Dr. Augusto.
É nesse momento que este homem fez a diferença…na minha vida.
Ele respondeu num tom vivo e convicto que ainda hoje registo como se tivesse sido ontem:
-José Miguel, não tenho a menor dúvida que isso para si é fácil.

Falou-me como se fosse um desafio e já ganho.
Daqui tirei alguns ensinamentos que hoje estão já enraizados em mim:
1. a vida é cheia de desafios e competividade a todo o momento.
2. é fundamental a autoconfiança à partida para cada dia da nossa vida.

Inspirei-me em desenvolver este tema no blogue depois de uma pessoa me contar a sua recente promoção. A determinada altura dizia-me que o presidente da empresa passou por ele e lhe disse:
-parabéns pela promoção.
Ele sorriu e agradeceu mas logo o presidente rematou:
-agora o que é preciso é resultados.

Pois, este não é o Dr. Augusto. É um imbecil qualquer.
Claramente aquela promoção foi um presente envenenado pois o presidente vai estar a olhar para os números e não para o desenvolvimento da pessoa e da função. São estes abutres dos recursos humanos que é preciso extinguir. Esta gente premeia com segundas e materiais intenções, apenas.

É claro que o sucesso das pessoas e das funções é medido com resultados mas, pelo caminho há muito a fazer e, há que começar bem. Aliás, uma organização é feita pelo sucesso e resultado de vários. Liderar o conjunto é que é o segredo.
Esta pessoa, ao contar-me, nem se apercebeu que aquilo a marcou porque, no meio do entusiasmo conta-me esta passagem de 15 segundos. Pois claro, ficou marcado no seu subconsciente esta “pressão do presidente”.

Este tipo de líderes, austeros e senhores do poder, são um perigo porque perigam as suas organizações. Minam o equilibro das pessoas.
Creio mesmo que são líderes sem berço ou com uma “infância profissional” dolorosa. Parece que estão a dizer a toda a hora:
-se eu passei mal, também tereis de passar.

Sei lá. Se calhar não é isso e é mesmo mau feitio. Mau caráter.

Quando a aposta é nas competências das pessoas e a promoção é honesta, então basta um simples:
- Parabéns pela promoção.
Se quiser ir mais longe um pouco, diga:
- Se precisar de alguma coisa, não hesite em me procurar.

É tão fácil não se ser inconveniente.
José Marques Mendes

27 de março de 2012

Comunicação Interna - Parte 2

Comunicação interna assenta no Porquê, no Quê mas, deixa espaço para o Como.

1. Porquê que se comunica um determinado assunto?
2. O Quê que nos preocupa em tal assunto?
3. Como se altera esse assunto?
1e 2 deve ser tratado com os colaboradores mas o ponto 3 deve ser tratado pelos colaboradores. São eles quem mais sabem como.


Comunicação interna informa para unir todos em volta dos objetivos, cultura e valores. Para que nos compreendamos mutuamente e nos comprometamos.


A comunicação interna vai por passos e por trás de um Plano de Comunicação Interna (PCI) há que considerar (perguntar):
1.Que queremos das pessoas para conseguir os objetivos estratégicos?
2.Que aptidões e disponibilidade têm os trabalhadores da empresa?
Cruzar os pontos 1. e 2. dará o pilar para orientar a forma do plano.


A partir daqui teremos resultados diferentes porque teremos comportamentos diferentes e conseguidos com a "ferramenta PCI".

Mas atenção:
Há que evitar que os colaboradores pensem que é “fachada para algo” e conseguir o seu envolvimento por via da comunicação interna. O pensar deles não é uma ação inócua ou desprezível. O que a organização perceciona é decisivo para o seu comportamento global.

Pode suceder sim, que “leiam” a comunicação interna como manobra de diversão se não entenderem o que se comunica e a sua coerência no tempo.
A forma de garantir que tal não acontece, é que a gestão de topo dê o exemplo e seja a primeira a mudar, ser frontal, muito consistente e intelectualmente honesta.
Se não vêm, por parte da hierarquia, propensão a mudar o comportamento como aceitar que peçam às equipas para mudar?

José Marques Mendes

22 de março de 2012

Comunicação Interna - Parte 1

Comunicação interna é uma ferramenta e não um resultado.
O enfoque não é fazer um Plano de Comunicação Interna por si só mas sim, utilizar a comunicação interna para conseguir os objectivos em linha com a estratégia da empresa.

Fazer querer aos outros do que achamos que deve ser feito para melhorar.
Quando os colaboradores se queixam da comunicação interna não quer dizer exactamente isso porque, muitas vezes, nem sequer sabem o que é a comunicação interna. Queixam-se que a empresa não ouve e que não se sentem implicados no projecto de empresa. Esta questão não é comunicação interna. É algo mais porém, a comunicação interna pode ajudar a minimizar.

As empresas não têm problemas de comunicação interna. Têm sim problemas em conseguir implicar os trabalhadores na conquista dos resultados. A comunicação interna não é um fim mas sim um meio; uma ferramenta. Por isso, o responsável pela comunicação interna e o próprio Plano, devem estar alinhados com a estratégia e seus objectivos.

Comunicação interna não deve existir para motivar. Um dia que a realidade seja má, este objectivo será frustrante porque não altera. Comunicação interna é para informar e não deixar as pessoas sem conhecimento interno.

Para orientar a comunicação interna devemos fazer a pergunta:
Que pode fazer a comunicação interna para melhorar o desempenho dos trabalhadores e como tal melhorar os resultados?
A essência não é a insatisfação das pessoas com a comunicação interna mas como esta pode afectar o desempenho.

Não se deve fazer um plano de comunicação interna porque nos deixam ou porque nos pedem. É preciso acreditar nele. Todos e desde o topo. Aliás, são estes os principais prevaricadores.
A comunicação interna tem que ser assumida pelo topo da organização no sentido de informar. A gestão de topo tem como principal responsabilidade saber estar para comunicar quando as coisas não estão bem. Não ter receio à “conferência de imprensa” interna.

Quando vejo que uma organização não aposta na comunicação interna e a liderança foge ao embate com as equipas, então concluo facilmente que a liderança é pobre.

José Marques Mendes

4 de março de 2012

Um líder que trabalha que nem um louco será despedido.

Um líder que trabalha que nem um louco será despedido, mais cedo ou mais tarde. Registem.
O tempo não pára. O dia mantém a mesma dimensão das 24 horas e continuamos a precisar de comer e dormir.
Para além disso, vai-se crescendo e com isso aumentam-se os compromissos de família. Mais tempo para todos estes.

Estas são trivialidades do dia-a-dia mas que, aparentemente, são um entrave ao equilíbrio pessoal.
Um entrave porque as prioridades parecem ser outras. Dedicamo-nos ao trabalho de uma forma que parece não haver mundo. Não haver amanhã.
Pode até nem ser um sacrifício porque muita gente adora trabalhar. Por exemplo eu que, embora não sendo um workaholic, adoro trabalhar. Ainda por cima me pagam para fazer o que gosto.
Estarei entre o hábito forte e o vício controlado.

A entrega ao trabalho pode ser com paixão mas também por carreira e ascensão.
A entrega ao trabalho pode ser simplesmente para empreender.
Mais poder, mais dinheiro, mais responsabilidade, mais stress, menos tempo, menos família, menos nós, mais perigo, mais desgaste, mais frustração e, normalmente, esta sequência termina em mau desempenho e despedimento.

E as pessoas dizem: afinal...tanta coisa para nada! Eu dedicava-me tanto.
Aliás, os colegas dizem: trabalhava incansavelmente.

Quantos já se deram conta de que há pessoas totalmente desoladas porque se entregavam tanto a uma empresa ou função e acabaram dispensadas?

Acontece imenso.
Why?
Porque as pessoas não se preparam. Nem com formação mas, essencialmente, em organização pessoal.
Acham que trabalhar muito é que dará o sucesso.
Desenganem-se.

Next....umas dicas sobre organização pessoal sem que tenham de comprar um livro.
- Usar sempre uma agenda. Nada de post its nem memória.
- Marcar na agenda os tempos para tudo. Seja assuntos profissionais sejam pessoais.

And, the last but not the least, marcar na agenda os tempos em que não vai fazer nada. Literalmente nada. Assim, quando chegar a esse momento, fará qualquer coisa por si.
Easy.
José Marques Mendes

14 de fevereiro de 2012

Hoje e Eu

Estamos numa fase muito difícil.
O país está para esquecer.
As empresas neste país, grande maioria, estão para esquecer.
Muitas pessoas, nessas empresas, têm crises pessoais para esquecer.

Do particular para o todo, a visão não é boa.
Do todo para o particular, parecemos pequenos e indefesos.
É natural que as pessoas sintam um mal-estar e uma angústia tremenda.

Olhamos para o país e entristecemos.
Olhamos para o trabalho e desmotivamos.
Olhamos para nós e não nos gostamos.

É URGENTE fazer alguma coisa. Reagir.
Inspirado por uma conversa amiga de há dias, deixo uma dica que considero das mais importantes que manifestei até agora.
É séria, honesta, sincera e com muito de mim.

Não olhemos para o país.
Não olhemos tanto para a empresa.
Desfocalizemos do dia-a-dia e olhemos mais para nós.
Não é egoísmo nem individualismo, ainda que pareça.

Há que reagir prestando mais atenção a nós mesmos.
Façamos algo por nós. Nós somos um corpo e muito mais.
Nós somos amigos. Somos família. Somos entretenimento.
Somos gargalhadas. Somos correr, andar e passear.
Somos ler. Somos escrever. Somos pensar e divagar.

Nós não somos só trabalho.
Somos viajar. Somos dormir e sonhar.
Somos beleza, estética e bem-estar.
Somos desporto. Somos comer e beber.

Somos filantropos. Somos ajuda.
Somo carinho. Somos médicos de nós.

Cuidemos das nossas relações.
Telefonemos a um amigo. Marquemos um jantar ou passeio.
Busquemos o filme que queríamos. Compremos o livro.
Lembremos amizades. Construamos ideias.

Falemos mais com a mulher. Com o marido.
Oiçamos mais os pais, os filhos.
Comuniquemos com os ouvidos e com os olhos.

Não sejamos tão ativos e acelerados.

Somos muito mais do que o que julgamos.
Somos muito para além de Portugal e do trabalho.
Puxemos por nós e desfocalizemos do quotidiano.

Façamos algo por nós.

Não oiçam os noticiários. Atrofiam.
Não esperem pelo país, governo ou empresas.
Não esperem.
Avancem por conta própria.
José Marques Mendes

10 de fevereiro de 2012

INVESTIR...no orgulho

Há dias, ao escrever sobre o futuro, nomeadamente chamando a atenção para o que fazemos hoje de grandioso, que nos projete no futuro e encha de orgulho os nossos descendentes, dava duas sugestões:

·         Investir o que não temos.
·         Ir além de nós mesmos.


É sobre isso que me estendo, hoje, neste texto.
Nos dias que correm, sugerir investir para além do que se tem parece estupido e irresponsável porém, insisto e explico.

As duas sugestões são as faces da mesma moeda.
Há uma tendência para dar 100 só quando se tem 200. A velha máxima de que ninguém dá nada a ninguém está muito enraizada.
Quem tem 100, não dá nada porque diz que só tem 100.
Pois bem, dinheiros há parte e cada um faz o que quiser das suas economias, esforce-se por ir mais além do que dar dinheiro.

É a isso que me refiro.

Investir, não numa perspetiva de dinheiro e função da posse de dinheiro mas sim, dedicação.
Ir para além de nós é fazer algo pelos outros.
Investir o que não se tem e ir além de nós mesmos, é ajudar quem está pior que nós, independentemente do bem ou mal que estamos a fazer.

Ajudar é simplesmente ajudar.

Mesmo quem está mal, seguramente se cruzará com quem está pior.
Deixar-se levar pela paixão e entusiasmo em obras sociais e intervir desinteressadamente.
Apoiar iniciativas dos outros sem o “bota abaixo” só porque não foi sugestão sua.

Hoje toca-nos ajudar. Amanhã há de tocar-nos outra coisa qualquer!
Afinal, a vida tem um fim e é igual para todos!

É usual dizer que liderar é tomar decisões dificeis. Pois bem, os líderes que tomem a decisão mais séria de todas se querem merecer esse título:
decidam ajudar sem pensar.

José Marques Mendes

29 de janeiro de 2012

A minha empreitada - 1ano

Foi há um ano que decidi começar a escrever neste espaço e envolver outros protagonistas. Dizia o meu mentor, na altura, que eu me estava a meter numa tarefa herculeana. Não o escrever meia dúzia de coisas mas sim, manter este espaço ativo.
Enfim, cá estou mas... ele tinha razão. Este passou a ser o meu terceiro grande desafio de vida, depois de ser um bom profissional e uma boa pessoa.

Quando me lancei nisto foi com três grandes vontades:
- que a liderança fosse democratizada, sendo comentada em várias vertentes e por várias pessoas.
- que outras pessoas quisessem escrever sobre o tema, direta ou indiretamente.
- simplesmente, escrever. Mesmo que ninguém leia.
Não sei se fui bem sucedido mas, em boa verdade, cá ando. Mantenho-me de pé e com vontade de continuar.

Se calhar não durarei muito mas, a um ano cheguei.
Cheguei com mais de 5500 visualizações, numa média de 15 por dia.
Foram 51 publicações, numa média de 4 por mês.

Um abraço especial aos leitores que fizeram 22 comentários.
Um obrigado intenso aos 9 ilustres autores que alinharam nesta onda.

Lembrando o top five:

Liderar é uma arte?
182 Visualizações
Afinal, a Liderança é inata ou é aprendida?
146 Visualizações
RH: Os Activos Tóxicos
112 Visualizações
A vida não é uma m...! Não desesperem.
108 Visualizações
Ai a minha vida...stressante
95 Visualizações
 
E assim fecho este ciclo, na esperança de que quem tiver vontade de ver o seu texto publicado neste blogue, tenha a simpatia de mo enviar.
Irei adorar!
José Miguel MM

7 de janeiro de 2012

Mais emoção por menos dinheiro

Aqui vai um desafio para 2012.
Terminamos as fases de celebração; Natal, Mudança de Ano, Janeiras.
Ao longo do ano celebramos muitas coisas, como por exemplo, o nosso aniversário. Celebramos momentos aos quais atribuímos imensa importância.
De certa maneira celebramos o facto de estarmos vivos.


Como já todos ouvimos dizer um dia – Quem não é para comer não é para trabalhar.
Pois eu, transportando essa expressão para os dias de hoje diria - Quem não é para celebrar não é para trabalhar.

No Natal, celebra-se o ser uma família. As empresas celebram o ser uma organização, os amigos celebram a sua fraternidade. Na Mudança de Ano celebra-se a esperança de melhores dias.
Enfim, celebra-se porque se está vivo e com isso animamos a vida.
No dia de Aniversário celebramos o ter vivido mais um ano. Mas não deveríamos celebrar apenas mais um ano. Deveríamos celebrar mais um mês a cada mês que passa. Celebrar mais um dia, mais uma hora, mais um minuto.

Todos os dias de manhã ao levantar deveríamos celebrar a oportunidade para viver mais um dia. Ter mais um dia para fazer coisas.
Ao chegar a casa à noite, celebrar a oportunidade para estar de novo com quem gostamos.
Deveríamos celebrar o ter dinheiro no bolso para comer, dar coisas aos nossos filhos, satisfazer um capricho.

Deveremos celebrar todos os momentos de todos os dias.
Como se faz isso?
Com um sorriso. Com boa disposição.
Com disponibilidade para ajudar os outros.
Agradar aos que nos rodeiam. Não sermos inertes e inócuos na ação.
Fazendo o que tem que ser feito mas, fazendo bem.
Fazendo bem mas, emocionalmente falando, fazendo bem aos outros, fazendo bem a nós mesmos.

Não percamos a oportunidade de ter um 2012 melhor. Diferente.
Emoções não pagam impostos, taxas e até estão imunes à “troika”. Depende só de nós. Da nossa capacidade de ir ao fundo do estômago buscas energias, entusiasmo e muito altruísmo.

É uma forma de valorizarmos a nossa própria vida e a nossa existência.
Mais emoção para menos dinheiro.
Os planos de austeridade vão e vêm mas a vida…só vai. Já não vem. Temos que a aproveitar.
Feliz 2012.
José Marques Mendes

3 de dezembro de 2011

É a Vida!

Costumamos dizer que este é um período de reflexão. Época de natal, amigos, família e boas atitudes. Pois bem, poucas palavras e mais atitude.
Daí que, este será o meu último texto de 2011.
Faço no mesmo enquadramento da liderança mas, estimulando a reflexão na fase que atravessamos.

Muitos de nós dizemos que Jesus foi um líder. Independentemente da religião e crenças de cada um, esta afirmação é pacífica. Aceitá-la não levanta grandes ondas.
Pode-se acreditar mais ou menos no que fez, pode-se seguir mais ou menos as suas mensagens, pode-se crer ou não mas, em boa verdade, Jesus liderou porque através das ações, palavras e decisões, muitos o seguiram fielmente.
É disso que se trata a liderança. Qualquer outra liderança não é sustentável.

Pois bem…Jesus morreu na cruz. O líder não foi assassinado; pior, foi torturado até à morte.
Como é possível que alguém, jovem, entusiasta, mensageiro, praticante do bem, seja eliminado tão cruelmente?
É que Jesus despertou Noutros a inveja e a raiva. Jesus desesperou Outros que queriam o seu espaço e protagonismo sem saber como. Jesus liderava enquanto Outros mandavam. Jesus ajudava enquanto Outros exerciam o poder.
No seu percurso de liderança, Jesus, que vivia das suas boas intenções, não era entendido por muitos Outros. Estes outros só admitiam uma forma de resolver o futuro: aniquilá-lo.

Por isso devemos estar preparados para os Outros. Não nos comparando a este líder, dada a sua dimensão de boas intenções, fazemos muitas coisas boas pelos outros, pelas organizações e pela humanidade. É certo porém que, mesmo agindo bem, muitos Outros não conseguem aceitar a nossa existência. A coexistência.
Nas relações diárias, das empresas e fora delas, há os que não aguentam conviver connosco. A nossa liderança perturba, incomoda, desperta invejas e raivas.

Muita atenção porque isso, muitas vezes, não se nota. Vive-se e convive-se enganado. Se fosse evidente conseguiríamos compensar e combater. Jesus teve que ser enganado.

Meus caros companheiros de leitura,
A minha mensagem vai para a necessidade de estarmos preparados para as grandes consequência do “fazer bem”. O “fazer bem” tem efeitos colaterais. Aceitemos isso e estejamos preparados.

É a vida.
Que alguém os perdoe porque, por vezes, não sabem o que fazem.
José Marques Mendes

11 de novembro de 2011

A vida não é uma m...! Não desesperem.

Não desesperem. Preparem-se para tudo mas não desesperem.
Este é o sentimento com que me levantei hoje. Senti vontade de deixar umas quantas palavras de alento a todos aqueles que, estão no desemprego ou a caminho dele.

O momento é de muita tensão! Não há dúvida.
Estão desempregados ou próximo disso e as perspectivas são péssimas. O orçamento para 2012, o nível de desemprego, a falta de dinheiro, a estabilidade familiar que se perdeu, os conflitos em casa aumentar, as ansiedades a dominar a noite, a perda de confiança em si mesmo, suores frios, falta de paciência para os filhos, a ausência de entusiasmo para fazer um fim-de-semana diferente. Que vida!

Enfim…há dúvidas sobre porquê estar-se vivo.
Esta é a maior estupidez.
Não se está vivo para ganhar dinheiro. Para se ficar rico.
Está-se vivo porque se nasceu e nasceu-se porque alguém o desejou. Alguém desejou que nascêssemos. Espetacular. Não tínhamos consciência que já nos desejavam e ainda não éramos nada.
Com todo esse propósito e ousadia de vida dos nossos pais, como podemos descontentar-nos com a vida só porque o orçamento é mau e a crise não atenua?

A vida que temos não é para ganhar dinheiro ou ficar rico.
A vida que temos é para ser vivida como quisermos, desejarmos e podermos.
A vida pode ser imensas coisas e, infelizmente, para muitos, é apenas para ganhar dinheiro.
Essas crias vão acabar mal, mais cedo ou mais tarde. Nós sabemos. Se não for nesta geração…é noutra.

Aos que precisam do dinheiro, não para viver mas para sobreviver, desejo-lhes que consigam ver para além disso. Vejam-se a si e o que sabem fazer. Não pensem no emprego mas sim no que conseguem fazer. Não pensem na crise mas no que podem inventar.
O tempo é de olharmos para as nossas capacidades e potencial e não olharmos para as ofertas de emprego.

Parece um paradoxo mas eu acredito nisto.
O tema não é: Onde está um emprego?
O tema é: O que eu vou fazer por mim, porque serei capaz disso.

Porque eu gosto de abraços em momentos chave, deixo um forte abraço a todos com os votos de que discordem de mim se acharem bem.
Discordem destas palavras porque sei que ao discordarem foram obrigados a pensar e, se pensam logo existem – como diz o filósofo.
E porque existem, já agora valorizem essa existência.

José Marques Mendes

29 de outubro de 2011

EU, líder

Liderar é motivar a que se empregue o talento na busca efectiva de algo. Por isso, aplica-se a toda a gente. A liderança deve ser conquistada todos os dias. Deve tornar-se uma maneira contínua de pensar e de estar, independentemente do nível ou do cargo que se ocupa. A liderança deve ser uma missão de vida para a maioria e não apenas para alguns. Para todos, sem excepção. Para os de topo, para as bases, para os não diplomados, para os assessores, para os consultores, para os pais, treinadores, jogadores, balconistas, mecânicos, motoristas, políticos, electricistas, canalizadores, todos, todos devem colocar-se na liderança da sua própria vida e traçar para si, a melhor maneira de influenciar, pelo bem, a sua conduta. Assim estará a servir-se a si e à comunidade.
Easy.
Deixo umas dicas para facilitar a descoberta do “eu líder”. You can.
1.Identifique as competências pessoais e habilidades individuais, de forma a orientar efectivamente a energia e trabalho.
2.Aperceba-se do impacto dos seus comportamentos sobre os outros.
3.Mantenha o foco no que quer conseguir, estabelecendo as prioridades correctas e adoptando os mais elevados padrões de conduta.
4.Tenha as ideias claras, quer para si quer para os que dependem directamente de si. Não esquecer - ” keep it simple”
5.Envolva os que dependem directamente de si no processo de tomada de decisão, criando um ambiente integrador e de decisão. Estando consciente de que o consenso nem sempre é possível.
6.Seja corajoso e queira correr (alguns) riscos. Não há caminhos totalmente seguros. Para uma opção que faça, tenha sempre um plano B..próximo do A. Esta é a forma de correr riscos sem catástrofes.
7.Seja comunicativo consigo mesmo. Fale a si, sobre si. Em alta voz ou em reflexão metódica. Dê ouvidos e ouça as coisas que diz sobre si que estão mal. Você poderá ajudar-se muito se se deixar ouvir. O que os outros dizem sobre si é um bom feedback mas, melhor mesmo, é o que diz sobre si. Preste-se atenção.
8.Gerir a mudança interna antecipando-a, tomando iniciativas que contribuam para a melhoria continua. Se não se acha bem…mude-se. É uma “verdade de La Palisse”
José Marques Mendes

21 de outubro de 2011

Soraya Patrício

Um pedreiro estava pronto para se aposentar. Ele informou o chefe, do seu desejo de se aposentar e passar mais tempo com a  família.
A empresa não seria muito afectada pela saída do pedreiro, mas o chefe estava triste em ver um bom funcionário sair e pediu ao pedreiro para trabalhar num último projecto, como um favor. O pedreiro não gostou, mas acabou por concordar.
Foi fácil ver que ele não estava entusiasmado com a ideia. Assim, ele prosseguiu fazendo um trabalho de segunda qualidade e usando materiais inadequados.
Quando o pedreiro acabou, o chefe foi fazer a inspecção da casa construída. Depois de inspeccioná-la, deu a chave da casa ao pedreiro e disse:

- "Esta é a sua casa. Ela é o meu presente para você".

O pedreiro ficou muito surpreendido. Que pena! Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito tudo diferente....

O mesmo acontece connosco...
Nós construímos a nossa vida, um dia de cada vez e muitas vezes fazendo menos que o melhor possível na sua construção. Depois, com surpresa, descobrimos que precisamos viver na casa que nós construímos. Se pudéssemos fazer tudo de novo, faríamos tudo diferente. Mas, não podemos voltar atrás!

Tu és o pedreiro.
Todos os  dias martelas pregos, ajustas tábuas e constróis paredes.
Alguém já disse que "A vida é um projecto que tu vais construindo".
Tuas atitudes e escolhas de hoje estão a  construir a "casa" em que vais morar amanhã. 

Portanto constrói  a tua vida pessoal e profissional com sabedoria!

Soraya Patrício

1 de outubro de 2011

Inteligência Emocional

Podemos dizer que somos o que falamos. O que falamos connosco. Sistematicamente ao longo dos dias, semanas, meses, anos, vamos falando interiormente sobre as situações da vida e muito tendencialmente deixamo-nos levar pelas coisas más. Acontece frequentemente que a nossa mente é absorvida pelas coisas menos boas da vida e, sem grande esforço, o que estamos a dizer a nós mesmos são preocupações, negativismos, imagens cinzentas, muitas negras e, como somos o que falamos, não temos alternativa: somos o que não queremos ser e que não gostamos de ser.

Se considerarmos que a vida é limitada, que tem um fim e que alternativa não há, porque nos vamos preocupar com ela. É verdade. Devemos estar ocupados mas não preocupados. Viver mas não sobreviver. Levantar cada dia com vontade de o passar melhor ou, pelo menos, igual que o anterior.

Esta é a forma individual de carregar baterias para viver com alegria, soltar as convicções e colocar uma expressão corporal que transmita felicidade. Vestir de manhã a roupa que mais gostamos, vestir coisas menos escuras, menos indiferentes, mais vivas. Se ainda assim não estamos bem, comprar algo que nos apeteça muito e satisfazer algum desejo próprio.

E assim estaríamos mais contentes connosco. Mais activos e menos reactivos.

Mas… existem outros seres que nos rodeiam e connosco interferem…emocionalmente. Existem outros que, decididamente, a alegria e a boa forma de estar na vida não vai com eles.
São pessoas que existem para amargurar a sociedade em geral e os que estão próximos em particular.
São pessoas que são biologicamente assim ou seja, casos perdidos. Não têm alternativa. Já não mudam.

Está cientificamente estudado que as crianças até aos 7 anos assimilam tudo o que vêem e imitam os que as rodeias. A afectividade nesta idade é fundamental para o futuro e os que foram menos afortunados em afecto, terão uma vida mais racional e menos emocional. Os mesmos estudos indicam que os que se desenvolveram em atmosferas de afecto, uma vez adultos dominam melhor as emoções e conseguem estar em equilíbrio entre o racional e o emotivo. Quem não teve e como tal não domina as emoções, adopta em adulto uma atitude sempre racional. Para ele é mais fácil ser matemático, cientifico, pragmático e como muitas vezes dizemos… quadrados.

Esta forma de ser é frequentemente negativa porque, quando na matemática o resultado é menor que zero alguma conclusão há que tirar. Estas pessoas são iguais. As pequenas coisas negativas da vida como, engarrafamentos, céu nublado, a equipa de futebol que não ganhou, o filho que asneirou, o euromilhões que não deu, o colega que progrediu, etc, passam a ser um conjunto de valores menores que zero e o resultado global é estarem amargados, insatisfeitos e com vontade de impedir a alegria dos outros. Começam a queixar-se da vida e das coisas que estão mal. Não só as matematicamente más mas, começa a convencer-se e a convencer os que o rodeiam que está tudo mal.

Todos sabemos que quando numa cesta existe uma maça podre, o resultado ao fim de uns dias é que estejam umas quantas podres e se não se fizer nada… apodrecerão todas. Todas perderão a sua beleza e serão deitadas fora.

Connosco é igual. Se na sociedade em geral e nas empresas em particular não conseguirmos isolar as maças podres, todos serão contaminados. Ao fim de um tempo será uma organização negativa, cinzenta e sem vontade própria. Será uma organização que pelo simples facto de ser segunda-feira já está incomodada. Uma organização em que os amargurados vão todos tomar café juntos e os que ainda não estão contaminados, estão só. Mas também será por pouco tempo. Os amargurados conseguirão motivá-lo para as más causas.

Por tudo o anterior, é fundamental ter consciência da existência dessas pessoas e mantermo-nos à margem. Elas dificilmente mudarão e será uma causa perdida fazer alguma coisa por eles. A questão é como imaginávamos antes. Cada um terá que fazer por si o que de melhor quer para si. Não é que percamos o sentido de ajudar a sociedade mas sim, tentar alterar o temperamento ignorante de uma pessoa negativa é uma causa inútil. É melhor desistir. Cada um tem de cuidar de si, motivar-se, crer, ter valores, actuar e preparar-se para ter êxito. Sim… que as expectativas de cada um seja ter êxito. Anular os pensamentos negativos e imaginar as coisas boas que nos podem acontecer. As coisas más pegam-se como as maças. As boas também mas com mais dificuldade pelo que, deve-se praticar sempre imagens positivas e as coisas positivas acontecerão.

Não façam nada pelos que têm mau temperamento. Isolem-nos e deixem que se apercebam que na organizações estão sós. Eles têm que ficar sós. Se algum dia se arrependerem de estar sós, deixar-se-ão contaminar pela energia positiva que terão os outros e a quantidade de maças podres de uma organização terá tendência a diminuir. Será uma organização melhor e cada um de nós estará melhor consigo próprio.
Com o tempo, a cultura da organização terá defesas naturais e rejeitará estes "corpos".
Não parece complicado levar uma vida mais fácil...se for positivo!!!

José Marques Mendes

25 de setembro de 2011

Carlos Morais Neves

A ideia antiga de chefe vs subordinado está estafada e ultrapassada. Actualmente podemos considerar, sem desprimor, que a chefia (líder) não tem respostas para tudo pelo que, deve dar autonomia ao subordinado para ter ideias, as expor e, na sua escala de responsabilidades, as pôr em prática. Evidentemente com supervisão.
Eu já trabalho assim há muitos anos e na minha actividade nem havia tempo para ser doutra forma, provocando-se assim uma maior automotivação em quem faz.

Por outro lado a avaliação deverá ser levada a cabo pelo atingido e não pelo que se pretendia atingir.
Nesta perspectiva, o líder deverá mais ser uma bússola com três vertentes muito importantes: Mudar, Valorizar e Energizar. Em termos químicos, um excicador.

Sob esta visão o líder deverá ser aquele que acredita até ao fim mesmo quando os subordinados estão a desacreditar.
Desta forma também é mais importante que o líder, quando não pode ajudar pelo menos que não dificulte.
Carlos Manuel MN